Estou simplesmente amando esse
cinema argentino diferenciado do Pablo Trapero. Sério, nenhuma cena de gente
linda tomando café em Buenos Aires, inovador! Dessa vez ele usou uma temática
que eu gosto muito e é bem fácil de se identificar sendo brasileiro: problemas
habitacionais/favela. Ele acompanha a vida de pessoas que articulam a
comunidade, como padres e a assistentes sociais. Muito conflito social, muita
briga de classes, muita ocupação, muita droga, muito pinheirinho!
Ricardo Darín se consagrou o Selton Mello argentino no ano passado, fez seis filmes por semana por motivos: Oscar. Gosto dele,
mas nunca vi nada de excepcional nas atuações. O filme tem no elenco o Jérémie Renier, que é putinha dos irmãos Dardenne e eu amo muito. A Martina Gusman, que
é putinha do próprio Trapero, também está lá. Aliás, gostaria de saber que
passado obscuro dela explicaria aquela tatuagem tensa de escorpião no ombro...
Fica aí o mistério.
Os argentinos, diferente dos
brasileiros, adoram esconder os fatos. O Trapero vai pelo caminho contrário, mostra
todas as feridas e te convida pra colocar o dedo. Às vezes o filme tem até um
tom didático por isso, mostra-se muita ditadura no cinema argentino, mas
violência e narcotráfico são temas pouco explorados. É um cinema favela mais
sutil e como sei que você não curte, peço desde já que reconsidere e dê uma
chance.
#RECONSIDERA #HENRIQUE

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