Mais um da
lista de melhores de 2012. Relutei em assistir esse filme russo do Vasili Sigarev porque olhei o cartaz, não reconheci o alfabeto e nem consegui soletrar
o nome dos atores, meio que desanimei, mas depois de tanto comentário em cima
dele, tive que ceder. O filme tem como
tema a superação da perda, mostrando a forma como três pessoas lidam com ela: um
filho, uma mãe e uma esposa. Diferente de alguns filmecos com a mesma temática,
que gostam de mostrar a ressurreição de quem sofre o luto, esse é duro. Mostra apenas
a parte triste e dolorosa do processo e te abandona com apenas alguns fiapos de
esperança.
Por muitas
vezes a câmera assume o ponto de vista das personagens, te convidando a se
colocar no lugar delas, a sofrer junto com elas, como na cena em que a mãe
catatônica percorre os rostos das pessoas que estavam no velório, com os olhos
embaçados de chorar. Já era madrugada quando assisti e estava muito tarde pra
eu me emocionar, mas mesmo um pouco indisposto é inegável o peso dramático de
todas as histórias. Só achei que houve uma discrepância entre o tempo reservado
para desenvolver a trama das mulheres em comparação com o tempo reservado para
desenvolver a do garoto que perdeu o pai.
A atriz Olga Lapshina, que faz a mãe, é uma atriz excelente. Construiu um personagem bem
complexo que transcendeu as informações que o roteiro dá. Yana Troyanova é
linda, me lembrou por muitas vezes a Kirsten Dunst e conseguiu segurar aqueles
dreads loiros sem se parecer com os gêmeos estranhos do Matrix. Assiste esse
logo, já tá ficando feio pra ti.
Henrique ainda
não assistiu.

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