quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vivendo: Indicação



Mais um da lista de melhores de 2012. Relutei em assistir esse filme russo do Vasili Sigarev porque olhei o cartaz, não reconheci o alfabeto e nem consegui soletrar o nome dos atores, meio que desanimei, mas depois de tanto comentário em cima dele, tive que ceder.  O filme tem como tema a superação da perda, mostrando a forma como três pessoas lidam com ela: um filho, uma mãe e uma esposa. Diferente de alguns filmecos com a mesma temática, que gostam de mostrar a ressurreição de quem sofre o luto, esse é duro. Mostra apenas a parte triste e dolorosa do processo e te abandona com apenas alguns fiapos de esperança.
Por muitas vezes a câmera assume o ponto de vista das personagens, te convidando a se colocar no lugar delas, a sofrer junto com elas, como na cena em que a mãe catatônica percorre os rostos das pessoas que estavam no velório, com os olhos embaçados de chorar. Já era madrugada quando assisti e estava muito tarde pra eu me emocionar, mas mesmo um pouco indisposto é inegável o peso dramático de todas as histórias. Só achei que houve uma discrepância entre o tempo reservado para desenvolver a trama das mulheres em comparação com o tempo reservado para desenvolver a do garoto que perdeu o pai.
A atriz Olga Lapshina, que faz a mãe, é uma atriz excelente. Construiu um personagem bem complexo que transcendeu as informações que o roteiro dá. Yana Troyanova é linda, me lembrou por muitas vezes a Kirsten Dunst e conseguiu segurar aqueles dreads loiros sem se parecer com os gêmeos estranhos do Matrix. Assiste esse logo, já tá ficando feio pra ti.

Henrique ainda não assistiu.

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