quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Amor: Resposta



Querido Henrique. Você elencou mil qualidades na sua crítica como se fossem mil defeitos e ainda por cima diagnosticou todo o plano do Michael Haneke de forma errada e superficial. Posso estar sendo MUITO ingênuo, mas creio que todo o sentimentalismo do filme e essa ‘impressão’ que a gente tem de que ele é acessível funciona como um lobo em pele de cordeiro ou um cavalo de Troia, como preferir.
É incrível como a Emmanuelle Riva parece com a avó de todo mundo né? Também é incrível como quase todo mundo chorou com o filme... Calma lá! Acho que estou chegando a algum ponto com isso.
Eu interpretei esse filme digerível e apetitoso– fotografia linda, roteiro emocionante, atores consagrados – mais como um plano sádico de chegar a milhões de espectadores do que um plano para prêmios.  Ora, quanto mais gente se identificar, se comover e indicar o filme, mais gente eu vou torturar com esse amor frágil que os protagonistas mostram e que no fim de tudo é o próprio futuro do espectador, se é que ele terá a sorte de encontrar alguém que passe pelo menos por um resfriado do lado dele.

P.S.: O formato do blog não te permite uma tréplica. A última palavra é minha. :D

2 comentários:

  1. Não chorei, e olha que eu só choro em filmes. O Haneke me irrita um pouco, acho que não tenho saco pra sadismo.

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  2. É uma busca dele, causar esse desconforto. Eu gosto bastante. Curto diretores sádicos. A provocação deles sempre surte muito efeito em mim, e com o Haneke não é diferente.

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Cuidado com o que você comenta porque eu vou responder :D