Querido
Henrique. Você elencou mil qualidades na sua crítica como se fossem mil
defeitos e ainda por cima diagnosticou todo o plano do Michael Haneke de forma errada e
superficial. Posso estar sendo MUITO ingênuo, mas creio que todo o
sentimentalismo do filme e essa ‘impressão’ que a gente tem de que ele é
acessível funciona como um lobo em pele de cordeiro ou um cavalo de Troia, como
preferir.
É incrível
como a Emmanuelle Riva parece com a avó de todo mundo né? Também é incrível como
quase todo mundo chorou com o filme... Calma lá! Acho que estou chegando a
algum ponto com isso.
Eu interpretei
esse filme digerível e apetitoso– fotografia linda, roteiro emocionante, atores
consagrados – mais como um plano sádico de chegar a milhões de espectadores do
que um plano para prêmios. Ora, quanto
mais gente se identificar, se comover e indicar o filme, mais gente eu vou
torturar com esse amor frágil que os protagonistas mostram e que no fim de tudo
é o próprio futuro do espectador, se é que ele terá a sorte de encontrar alguém
que passe pelo menos por um resfriado do lado dele.
P.S.: O formato do blog não te permite uma tréplica. A
última palavra é minha. :D

Não chorei, e olha que eu só choro em filmes. O Haneke me irrita um pouco, acho que não tenho saco pra sadismo.
ResponderExcluirÉ uma busca dele, causar esse desconforto. Eu gosto bastante. Curto diretores sádicos. A provocação deles sempre surte muito efeito em mim, e com o Haneke não é diferente.
ResponderExcluir