sexta-feira, 1 de março de 2013

Amor é Tudo o Que Você Precisa: Contra-Indicação



Jeová! Me explica o que diabos aconteceu com a Susanne Bier, mais conhecida como Susy Breja, nos últimos anos? Confesso que só assisti a esse filme pra falar mal da moça, porque tinha a absoluta certeza de que ele seria sofrível. Não consigo entender uma pessoa que faz esse tipo de trabalho tendo aprendido cinema dentro de um movimento como o Dogma 95 que nos revelou tantos diretores e produziu tantas obras primas. Enquanto o Lars e o Vinterberg estão aí filmando coisas bizarras como zoofilia, necrofilia, ninfomania, pedofilia, clitóris sangrento, Bjork... A Susanne Bier filma casamentos na Itália.
O filme é uma mistura ruim de Mamma Mia! com Festen. Uma cabeleireira que superou o câncer separa do marido depois que o encontra transando com a moça da contabilidade, aí tem que ir ao casamento da filha na Itália, aí bate no carro do Pierce Brosnan que é pai do genro dela, aí ele é viúvo e o resto eu não preciso contar porque é óbvio. Não tenho absolutamente nada contra comédias românticas, eu até gosto, o problema é que o roteiro quer equilibrar muita coisa ao mesmo tempo: dinamarquês e italiano falando inglês porque os americanos têm preguiça de ler, drama de família, comédia pastelão, atores que não tem o mesmo timing de humor, atores que não sabem o que é timing... É muita vontade de ser aceita pelo mundo sem largar as origens.
Tem uma cena que beira o nonsense. A protagonista, interpretada por Trine Dyrholm que eu até gosto, esta nadando pelada (?) numa praia próxima ao local do casamento. Pierce Brosnan vislumbra a cena de longe e como ele sabe que a maré do local é traiçoeira, decide ir avisá-la. Ele chega à praia e chama a cabeleireira que sai da água exibindo a cabeça careca e mostrando que não tem seios, por causa do tratamento do câncer. Mesmo sendo uma cena bem apelativa, não foi isso que me deixou abismado. O fato dela não ter vergonha das cicatrizes e tal era algo coerente à personagem, mas aí eu pergunto: e a vagina? Ela sai linda da água mostrando a vulva pro cara que ela acabou de conhecer e é pai do genro dela! Ela tapa os seios com a mão e deixa a genitália descoberta e quando a câmera filme, não aparece nada, como se ela tivesse virado uma boneca Barbie... Não sei se mostrar o púbis é algo da cultura dinamarquesa, mas estou perturbado com isso ainda.
Mesmo sendo ela a pior diretora nascida no Dogma 95, ou que pelo menos utilizou a fama conquistada por eles pra ter algum espaço, a moça tem um Oscar! Coisa que nosso amigo Lars, mesmo se colocar a Taylor Swift no elenco de um filme nunca conseguirá. Apesar de estar alfinetando esse prêmio dela, eu curti a temática de Em um Mundo Melhor, falar de tolerância nunca é demais. Mas como não é esse filme que eu estou indicando ou contra-indicando, lamento em dizer que possivelmente não voltarei a assistir filmes da Susanne Bier. Pra mim já deu.

P.S.: Me alonguei nessa indicação, mas é porque a Susanne merece, juro não fazer de novo.

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