Jeová! Me
explica o que diabos aconteceu com a Susanne Bier, mais conhecida como Susy
Breja, nos últimos anos? Confesso que só assisti a esse filme pra falar mal da
moça, porque tinha a absoluta certeza de que ele seria sofrível. Não consigo
entender uma pessoa que faz esse tipo de trabalho tendo aprendido cinema dentro
de um movimento como o Dogma 95 que nos revelou tantos diretores e produziu tantas
obras primas. Enquanto o Lars e o Vinterberg estão aí filmando coisas bizarras
como zoofilia, necrofilia, ninfomania, pedofilia, clitóris sangrento, Bjork...
A Susanne Bier filma casamentos na Itália.
O filme é uma
mistura ruim de Mamma Mia! com Festen. Uma cabeleireira que superou o câncer
separa do marido depois que o encontra transando com a moça da contabilidade,
aí tem que ir ao casamento da filha na Itália, aí bate no carro do Pierce Brosnan que é pai do genro dela, aí ele é viúvo e o resto eu não preciso contar
porque é óbvio. Não tenho absolutamente nada contra comédias românticas, eu até
gosto, o problema é que o roteiro quer equilibrar muita coisa ao mesmo tempo: dinamarquês
e italiano falando inglês porque os americanos têm preguiça de ler, drama de
família, comédia pastelão, atores que não tem o mesmo timing de humor, atores
que não sabem o que é timing... É muita vontade de ser aceita pelo mundo sem
largar as origens.
Tem uma cena
que beira o nonsense. A protagonista, interpretada por Trine Dyrholm que eu até
gosto, esta nadando pelada (?) numa praia próxima ao local do casamento. Pierce
Brosnan vislumbra a cena de longe e como ele sabe que a maré do local é
traiçoeira, decide ir avisá-la. Ele chega à praia e chama a cabeleireira que
sai da água exibindo a cabeça careca e mostrando que não tem seios, por causa
do tratamento do câncer. Mesmo sendo uma cena bem apelativa, não foi isso que
me deixou abismado. O fato dela não ter vergonha das cicatrizes e tal era algo
coerente à personagem, mas aí eu pergunto: e a vagina? Ela sai linda da água
mostrando a vulva pro cara que ela acabou de conhecer e é pai do genro dela! Ela
tapa os seios com a mão e deixa a genitália descoberta e quando a câmera filme,
não aparece nada, como se ela tivesse virado uma boneca Barbie... Não sei se
mostrar o púbis é algo da cultura dinamarquesa, mas estou perturbado com isso
ainda.
Mesmo sendo
ela a pior diretora nascida no Dogma 95, ou que pelo menos utilizou a fama
conquistada por eles pra ter algum espaço, a moça tem um Oscar! Coisa que nosso
amigo Lars, mesmo se colocar a Taylor Swift no elenco de um filme nunca
conseguirá. Apesar de estar alfinetando esse prêmio dela, eu curti a temática
de Em um Mundo Melhor, falar de tolerância nunca é demais. Mas como não é esse
filme que eu estou indicando ou contra-indicando, lamento em dizer que
possivelmente não voltarei a assistir filmes da Susanne Bier. Pra mim já deu.
P.S.: Me alonguei nessa indicação, mas é porque a Susanne
merece, juro não fazer de novo.
- Página no IMDb
- Henrique ainda não assistiu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Cuidado com o que você comenta porque eu vou responder :D