O volume de produções
italianas em 2012 foi bem fraco. Se eu assisti seis ou sete foi muito. Mas,
olha... Acertaram em todos, hein! Só coisa boa. A Bela que Dorme, novo filme do
diretor Marco Bellocchio – que numa tradução direta séria algo parecido com ‘Marco,
olho bonito’ - faz parte dessa safra maravilhosa. O filme mostra o contexto
italiano durante a repercussão do caso real da garota Eluana, que ficou em coma
por 17 anos. Ele propõe uma discussão sobre a eutanásia através de algumas
histórias relacionadas ao assunto: Mãe com filha em coma, mulher que pede ao
marido pra desligar a máquina, moça que quer se suicidar e médico não deixa,
filho com ciúmes da irmã em coma porque a mãe ficou focada nela e não consegue
mais fazer outra coisa da vida além de olhar pro respirador artificial da
menina... E assim por diante.
Esse filme também se enquadra naquela remessa
de 2012 que testa os limites do amor, significado do amor e o que cada um faz
por quem ama. Não tenho vergonha de assumir que o argumento me lembrou
levemente de uma novela das seis que tratava do assunto, principalmente porque
há muito em comum entre a personagem de Isabelle Huppert e a personagem que Ana Beatriz Nogueira - ganhadora de um Urso de Prata, pra quem não sabe ou não
respeita o cinema nacional – interpretava no folhetim. Nem preciso dizer quem
teve a melhor performance... Isabelle Huppert nasceu pra esse tipo de drama.
Interpreta essa mãe louca, católica, que faria qualquer coisa pela filha e que
não liga pra mais nada além disso.
Tem aquela
mistura deliciosa de discussão religiosa e política num contexto totalmente
propício a isso, que é a Itália. Merece ser visto rapidamente tanto pela
discussão interessantíssima quanto pela Huppert que aparece pouco, mas já é o
bastante pra ofuscar o restante do elenco.
- Página no IMDb
- Henrique ainda não assistiu.

não achei legenda, me manda a sua?
ResponderExcluirBaixei no Laranja, rafa. Lá eles já mandam com legenda.
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