domingo, 17 de março de 2013

English Vinglish: Indicação



Meu primeiro filme de Bollywood. Depois do Piscine Patel e do Jamal, achei que eu devia isso aos indianos e no ritmo em que ando consumindo cinema, tenho que recorrer a essas produções mais alternativas. Bem, esse filme é da diretora Gauri Shinde, indiana, que não havia feito nada de relevante anteriormente. Ele mostra a história de Shashi, interpretada por Sridevi, uma dona de casa indiana conservadora, que ainda segue alguns costumes tradicionais e só se comunica em híndi, o que dificulta sua convivência social, pois a esmagadora maioria da população indiana fala inglês usualmente. A partir dessa premissa, acompanhamos a viagem de Shashi, sem sua família, a Nova Iorque para ajudar nos preparativos do casamento de sua sobrinha.
Sridevi é uma atriz simpaticíssima além de ser linda. Ela já fez uns duzentos filmes que ninguém nunca verá. Aliás, essa é a realidade dos indianos, eles filmam em ritmo de linha de produção, mas a repercussão internacional é baixa. A principal discussão do filme me agradou muito. Deve ser um tanto complicado ser excluído no seu país por não ser fluente em uma língua estrangeira. Isso me lembrou um pouco aquelas guerras em que invadiam uma região e proibiam os nativos de falarem seu idioma – ia chutar que os persas, sei lá, mas não lembro quem fazia isso, então vou me manter calado. Enfim, a questão é que o filme levanta essa bandeira por diversas vezes, alfinetando levemente os americanos. Porém, o filme é bastante cosmopolita, pois metade dele se passa nos EUA... Deve ter rolado um incentivo dos caras.
A técnica é algo bem bizarro. Parece uma sucessão de movimentos de câmera sem sentido algum, meio que um teste durante o filme todo. É zoom sem motivo, slow motion sem motivo, câmera na mão sem motivo... Tem também MUITA cafonice no roteiro e na montagem. Uns clipes totalmente vergonha alheia, mas acho que no conjunto da obra, a diretora mais acerta do que erra e fez um trabalho bem simpático. É tão diferente o ritmo e o formato, até intervalo tem! Sem falar que a cultura interfere muito no roteiro, o que te dá uma visão nova sobre alguns temas. Confesso que meu feminismo ou antimachismo me faz detestar essas personagens donas de casa vivendo pela família, mas aqui é bem colocado. Vale a pena, é uma boa distração.
P.S.: Hollywood devia aprender com Bollywood e sempre terminar os filmes com uma dança.


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