segunda-feira, 4 de março de 2013

Killer Joe: Indicação



Da série: Ame ou Odeie... Amei! Estou extasiado com o filme até agora. Poderia dizer que ele é sobre uma família que contrata um matador pra se livrar da mãe e conseguir o dinheiro do seguro, mas o roteiro é tão superior a isso que você nem deve se prender a sinopses. Tudo muda muito rápido e não são reviravoltas malucas, a trama que é muito livre mesmo. Os acontecimentos nem sempre fazem sentido, tudo no campo do absurdo, e quanto mais próximo do final, mais esse efeito fica evidente.
Me lembrou bastante o The Paperboy, que já comentamos aqui. Tem aquela mesma vibe exagerada, sensual com contrapontos bizarros, cenas ágeis, ritmo dinâmico, só que aqui, o diretor William Friedkin, mantém mais os pés no chão e consegue um resultado palatável. É um daqueles filmes que te dá pequenas doses esporádicas de violência, claro que em algumas cenas o volume de sangue é maior, mas no geral achei bem elegante o uso da pancadaria.
A direção de atores é a maior qualidade. Achei incrível como as personagens se mantêm alheias a todo absurdo que acontece na vida delas. Nada de remorso, nada de espanto, tudo que acontece parece absolutamente normal e a vida continua. O elenco é o melhor que eu assisti esse ano: Juno Temple deu aquele tom Lolita à sua personagem, Emille Hirsch fez o junkie babaca que nos conquista pela simpatia, Matthew McConaughey nasceu pra fazer esse tipo de canalha, não sei por que ele estava dando uma de galã até hoje, Gina Gershon – que eu não conhecia – é a madrasta biscate que todo mundo idealiza e Thomas Haden Church o pai medíocre que só observa. Todo mundo muito sincronizado, dá gosto de assistir.

Dica: um documentário só com a reação do público no final do filme. A minha reação foi: ?


2 comentários:

  1. Gente, amei esse filme.
    Mas essa juno temple me incomoda um pouco por motivos de:
    - hair issues
    - ela atua tão bem, que chega a irritar as vezes.
    -ela é linda de um jeito estranho né?
    mas quero vê-la em vários filmes por aí.
    Alias, o Matthew, o Emile, e a Juno deviam fazer filmes juntos pro resto da vida.

    A madrasta eu já tinha visto em uns filmes aleatórios.

    To em choque com a cena do vestido, e a cena final. Volto (ou não) depois que processar.

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  2. O boquete no frango é um clássico instantâneo.
    Duvido muito que algum elenco esse ano supere esse, TODOS os atores combinaram de uma forma muito bizarra.
    A Juno parece uma versão sexy da Anna Sophia Robb, isso me perturba um pouco.

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