terça-feira, 5 de março de 2013

César Deve Morrer: Resposta



Com quinze minutos de filme eu já estava favoritando mentalmente. Logo no início ele joga a melhor sequência de cenas do ano – na minha humilde opinião – que é o teste dos detentos, em que cada um deve montar uma cena em que apresenta seu nome e de onde veio duas vezes, a primeira como se estivesse se despedindo de alguém numa estação e a segunda como se estivesse nervoso. Tivemos muitas cenas de entrevista em 2012 e esse filme foi o abre-alas de todas elas.
O que eu achei mais inovador no filme é esse roteiro que é uma mistura da peça com o cotidiano dos detentos. É difícil de estabelecer os limites entre o que é documentário e o que é o texto teatral e o que é o roteiro do filme e o que é apenas conversa de bastidores... Outro fator importante é a incorporação da linguagem teatral à linguagem do cinema. Os cenários são abstrações do próprio local onde os detentos vivem. Grades, pátios, corredores, tudo vira elemento cênico.
O mundo devia desenvolver atividades culturais em presídios. A qualidade dos atores é absurda e realmente faz você duvidar do amadorismo dos presos. Está no meu Top Cinco de 2012 com toda a certeza – lembrando que meu Top Cinco tem mais de cinco filmes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Cuidado com o que você comenta porque eu vou responder :D