Com quinze
minutos de filme eu já estava favoritando mentalmente. Logo no início ele joga
a melhor sequência de cenas do ano – na minha humilde opinião – que é o teste
dos detentos, em que cada um deve montar uma cena em que apresenta seu nome e
de onde veio duas vezes, a primeira como se estivesse se despedindo de alguém
numa estação e a segunda como se estivesse nervoso. Tivemos muitas cenas de
entrevista em 2012 e esse filme foi o abre-alas de todas elas.
O que eu achei
mais inovador no filme é esse roteiro que é uma mistura da peça com o cotidiano
dos detentos. É difícil de estabelecer os limites entre o que é documentário e
o que é o texto teatral e o que é o roteiro do filme e o que é apenas conversa
de bastidores... Outro fator importante é a incorporação da linguagem teatral à
linguagem do cinema. Os cenários são abstrações do próprio local onde os
detentos vivem. Grades, pátios, corredores, tudo vira elemento cênico.
O mundo devia desenvolver
atividades culturais em presídios. A qualidade dos atores é absurda e realmente
faz você duvidar do amadorismo dos presos. Está no meu Top Cinco de 2012 com
toda a certeza – lembrando que meu Top Cinco tem mais de cinco filmes.

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