Da série: Ame
ou Odeie... Amei! Estou extasiado com o filme até agora. Poderia dizer que ele
é sobre uma família que contrata um matador pra se livrar da mãe e conseguir o
dinheiro do seguro, mas o roteiro é tão superior a isso que você nem deve se
prender a sinopses. Tudo muda muito rápido e não são reviravoltas malucas, a trama
que é muito livre mesmo. Os acontecimentos nem sempre fazem sentido, tudo no
campo do absurdo, e quanto mais próximo do final, mais esse efeito fica
evidente.
Me lembrou bastante
o The Paperboy, que já comentamos aqui. Tem aquela mesma vibe exagerada,
sensual com contrapontos bizarros, cenas ágeis, ritmo dinâmico, só que aqui, o
diretor William Friedkin, mantém mais os pés no chão e consegue um resultado palatável.
É um daqueles filmes que te dá pequenas doses esporádicas de violência, claro
que em algumas cenas o volume de sangue é maior, mas no geral achei bem
elegante o uso da pancadaria.
A direção de
atores é a maior qualidade. Achei incrível como as personagens se mantêm
alheias a todo absurdo que acontece na vida delas. Nada de remorso, nada de
espanto, tudo que acontece parece absolutamente normal e a vida continua. O
elenco é o melhor que eu assisti esse ano: Juno Temple deu aquele tom Lolita à
sua personagem, Emille Hirsch fez o junkie babaca que nos conquista pela
simpatia, Matthew McConaughey nasceu pra fazer esse tipo de canalha, não sei
por que ele estava dando uma de galã até hoje, Gina Gershon – que eu não
conhecia – é a madrasta biscate que todo mundo idealiza e Thomas Haden Church o
pai medíocre que só observa. Todo mundo muito sincronizado, dá gosto de
assistir.
Dica: um documentário só com a
reação do público no final do filme. A minha reação foi: ?
- Página no IMDb
- Henrique ainda não assistiu.

Gente, amei esse filme.
ResponderExcluirMas essa juno temple me incomoda um pouco por motivos de:
- hair issues
- ela atua tão bem, que chega a irritar as vezes.
-ela é linda de um jeito estranho né?
mas quero vê-la em vários filmes por aí.
Alias, o Matthew, o Emile, e a Juno deviam fazer filmes juntos pro resto da vida.
A madrasta eu já tinha visto em uns filmes aleatórios.
To em choque com a cena do vestido, e a cena final. Volto (ou não) depois que processar.
O boquete no frango é um clássico instantâneo.
ResponderExcluirDuvido muito que algum elenco esse ano supere esse, TODOS os atores combinaram de uma forma muito bizarra.
A Juno parece uma versão sexy da Anna Sophia Robb, isso me perturba um pouco.