Só queria começar dizendo: AMEI!
É mais um desses filmes que rendem muitas referências e dão vontade de fazer 3829484 camisetas com quotes. É muita coisa a se amar! Aquele ar trash, a Juno Temple, esse humor negro sem limites, a violência, a Juno Temple, a nudez, a nudez da Juno Temple, o elenco, a Juno Temple... rs
Eu fico sempre aflito com essa fórmula das comédias de erro, ainda mais quando envolve um protagonista loser, porque acho que na maioria das vezes eles acabam levando pra rumos errados. Mas aqui o roteiro evolui muito bem e os personagens são muito interessantes, o que acaba tornando todo o absurdo da história muito crível. O roteiro tá muito bem amarrado e herdou muito da dinâmica de peça de teatro, principalmente no magnífico ato final, que nos deu uma dessas cenas que marcam o cinema, quase uma anti cena da manteiga do último Tango em Paris. Os 20 minutos finais de filme é pra se ver sem piscar e boquiaberto! Um bizarro deleite.
O elenco tá se divertindo até não poder mais, uma sintonia incrível. Essa é provavelmente a família mais desestruturada da história do cinema, todo mundo é muito horrível, mas ao mesmo tempo a gente se vê cativado por aquelas pessoas... dá um bug psicológico enquanto a gente assiste.
Gosto muito também dessa crítica escondida ao estilo de vida do lado Sul dos EUA (crítica presente até no outro cartaz, muito mais legal do que esse que o Artur escolheu), sutil, mas bem ácida.
Mas o melhor do filme, a cereja do bolo, a casquinha crocante do crème brûlée, é sem dúvida a Juno Temple. A atuação dela tá impecável como a Chapeuzinho Vermelho que faz do Killer Joe ao mesmo tempo Lobo Mau e Príncipe Caçador, jogando muito com isso, mostrando inocência e malícia, sendo a mais infantil e a mais madura dali...uma atuação muito baseada em pequenos gestos e grandes ambiguidades. Melhor atuação dela até agora. E queria dizer aqui também que me choca o fato dela ser britânica e fazer tão bem o papel de menina sulista! Quero uma participação dela em True Blood o quanto antes!
Mas enfim, infelizmente, Killer Joe é o Drive desse ano, um desses filmes que não recebeu a divulgação que merecia, é muito cult pros cinemas de shopping e pouco artístico pro circuito Paulista, o que acaba deixando ele com apenas 2 ou 3 salas em São Paulo. Uma pena... torcemos pra que ele seja descoberto em DVD.
PS: quero esse documentário nos extras do DVD! Minha reação foi um sorriso bobo e um grande esforço pra controlar minha vontade de aplaudir o filme.
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minha reação foi: abracei o computador
ResponderExcluirEu poderia odiar esse filme só pelo seus fã issues, Henrique. Mas o filme é tão bom que vou relevar.
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