sexta-feira, 8 de março de 2013

A Bela que Dorme: Indicação


O volume de produções italianas em 2012 foi bem fraco. Se eu assisti seis ou sete foi muito. Mas, olha... Acertaram em todos, hein! Só coisa boa. A Bela que Dorme, novo filme do diretor Marco Bellocchio – que numa tradução direta séria algo parecido com ‘Marco, olho bonito’ - faz parte dessa safra maravilhosa. O filme mostra o contexto italiano durante a repercussão do caso real da garota Eluana, que ficou em coma por 17 anos. Ele propõe uma discussão sobre a eutanásia através de algumas histórias relacionadas ao assunto: Mãe com filha em coma, mulher que pede ao marido pra desligar a máquina, moça que quer se suicidar e médico não deixa, filho com ciúmes da irmã em coma porque a mãe ficou focada nela e não consegue mais fazer outra coisa da vida além de olhar pro respirador artificial da menina... E assim por diante.
 Esse filme também se enquadra naquela remessa de 2012 que testa os limites do amor, significado do amor e o que cada um faz por quem ama. Não tenho vergonha de assumir que o argumento me lembrou levemente de uma novela das seis que tratava do assunto, principalmente porque há muito em comum entre a personagem de Isabelle Huppert e a personagem que Ana Beatriz Nogueira - ganhadora de um Urso de Prata, pra quem não sabe ou não respeita o cinema nacional –  interpretava no folhetim. Nem preciso dizer quem teve a melhor performance... Isabelle Huppert nasceu pra esse tipo de drama. Interpreta essa mãe louca, católica, que faria qualquer coisa pela filha e que não liga pra mais nada além disso.  
Tem aquela mistura deliciosa de discussão religiosa e política num contexto totalmente propício a isso, que é a Itália. Merece ser visto rapidamente tanto pela discussão interessantíssima quanto pela Huppert que aparece pouco, mas já é o bastante pra ofuscar o restante do elenco.


2 comentários:

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